sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sobre nada

A verdade é que não existe verdade.
As opiniões mudam, as circunstâncias também. Ninguém é um poço de certeza ou de opinião imutável, por mais cabeça dura que possa parecer. A dúvida sempre vai aparecer.

Quando eu era criança, eu gostava de margaridas e queria ser advogada.
Hoje, gosto de girassóis e sou professora.
E sabe-se-lá do que mais vou gostar e o que mais vou ser até o fim da vida.

O mais difícil na minha opinião, não é fazer escolhas, mas sim arcar com as consequências delas e encarar a minha provável falta de coragem de mudar de caminho,de assumir que não estou satisfeita e correr atrás de coisas novas. Esse é o meu medo.

Porque querendo ou não, sempre fui induzida a fazer cada coisa na sua hora.
Na vida, as pessoas têm a hora de estar na escola, de ir para a faculdade, de casar, ter filhos e etc. Parece que são as únicas opções. Nossa vida sempre foi encaminhada para caber em uma forma que não sabemos quem inventou, de onde veio. Precisamos nos encaixar? Claro que não. Porém, quando não fazemos isso, sentimos um desconforto, sei lá. Parece que não somos desse mundo... é estranho.
Mas não me importa.
Quero aprender a ter coragem de inventar eu mesma a minha forma, fazer o que tiver com vontade de fazer, como eu quiser. A história é minha.

Tenho que parar de ter medo de viver.

2 comentários:

Sandro Ataliba disse...

Só o fato de você já ter noção disso tudo já mostra que está no caminho certo. O resto só depende de você. Não do tempo, não dos outros, só de você.
O que importa é você ser feliz, seja qual for sua escolha.
Beijo, irmã!

Thaís Alves disse...

"...Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,
Quem então agora eu seria?

Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas eu quem será?" (Los Hermanos)

Me lembro de passar pelos mesmos questionamentos há poucos anos atrás. E quantas burradas eu fiz tentando fazer tudo diferente e depois tentando fazer tudo igual. Demora, mas a gente entende que o importante é fazer tudo que nos faz bem. E aí o resto vem, acontece, a gente corre atrás. Um passo de cada vez, a vida está aí para cometermos erros. Ou para cometermos os acertos daquele momento, e um dia quando os acertos não servirem mais, simplesmente trabalharmos para mudarmos a direção. Por incrível que pareça, embora buscar seja sempre trabalhoso, é o que nos move na vida, e entender isso nos dá a serenidade de aprender e reaprender tudo que o que tivermos que passar.

Te amo, irmã!

Beijos