quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Esquerda ou direita?




Mais um fechamento de ciclo.
E com esse fechamento chegam as dúvidas, os receios, os anseios, as vontades.
Uma mistura de sensações: felicidade por ter o "dever cumprido" e medo do porvir desconhecido... e agora josé?
Aproveitar, decidir, planejar, relaxar...são verbos que devem coexistir nesse momento, porém como fazê-lo?!
Tudo é mais fácil e mais bonito nos conselhos que são dados por você e pelos outros, nas frases feitas, nas filosofias de vida que lemos por aí. Na vida real, a banda toca diferente.


Um brinde então,
Que se faça valer à pena.
Um brinde ao final do ano, ao começo do ano, ao fim de uma grande etapa, ao começo de várias outras. Um brinde à mim, porque hoje eu mereço. =)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Forza Energia Amore Equilibrio



Aprendi com o meu pai que o mundo é feito de ondas de rádio variadas e somos como as antenas: sintonizamos naquelas estações que desejamos. OU seja, o mundo é feito de energias positivas ou negativas. Cabe à nós sintonizarmos as energias que quisermos de acordo com nossas ações e pensamentos.

É pensando nisso que começo a I semana de meditação interior, na qual será um exercício de prestar atenção nas minhas atitudes e nos meus pensamentos e ver o que eu tenho captado e de onde provém tais energias.

Parece engraçado, mas essa questão de energia é uma coisa séria. É importante que fiquemos atentos com quem trocamos palavras e toques, aonde vamos, quem deixamos entrar na nossa casa e o que pensamos a respeito de informações que recebemos. Não vamos agradar o mundo inteiro, nem Jesus fez isso. O importante é sermos bons e tentar fazer o melhor possível. Aqueles que por ventura não forem com a nossa cara, vamos simplesmente meditar a favor e ignorar suas provocações. Isso não é fácil, mas é o melhor a ser feito principalmente pra nós.

Quantas vezes já falei de limpeza não é mesmo?
Repito assim para ser um exercício de fato para mim. Tenho que aprender.
Vou aprender.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Limpeza mode:on



Segunda é um ótimo dia para se começar alguma coisa. Não sei se é porque é o primeiro dia útil da semana, mas me dá uma sensação de organização e quem me conhece sabe o quanto sou assim, "melhor impossível way of life."

Enfim, o que importa é que hoje é dia de começar a limpar. Tirar toda a sujeira que me é jogada com pensamentos, desengordurar a visão para o que me incomoda. Parar de se importar com caras horrorosas, simplesmente ignorar os mal feitos dos outros. O meu silêncio e a falta do meu ibope cessará cedo ou tarde aquilo ou aquele que ainda insiste em me perturbar.

Estou na melhor época da minha vida e essa limpeza não poderia deixar de acontecer para que tudo ficasse completo.

"Pra nos tornamos imortais, a gente tem que aprender a morrer, com aquilo que fomos, e com aquilo que somos nós..."

Matar tudo o que for inútil, tudo que machuca, tudo o que incomoda. Nascer para o novo, o belo, o que te faz bem. Por isso que o modo limpeza estará ligado a partir de agora.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Da Saudade que trago comigo, da saudade que é parte de mim.


" (...) eu às vezes, tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando..." Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas







Então,
Eu sou uma pessoa muito estranha.

Sinto falta não sei do quê.
Sinto saudades de lugares que nunca fui,
De pessoas que nunca conheci,
Situações que nunca vivi.

Quero mudar meus caminhos, mas ao mesmo tempo tenho medo de me desviar do que me propus no início. Quero voar, mas sem tirar os pés do chão.
Quero ser muito louca, mas sem abandonar a lucidez que me é intrínseca.
Quero ser alguém que não sou, sem deixar de ser eu mesma.

Como fazer para experimentar tudo o que se tem à disposição, mas sem ter que abrir mão?
Não faz.

A cada escolha, uma renúncia.

Nessa sede por descobrir, acabei por me encobrir de minhas próprias prisões, me tornando senhora e escrava de mim. Acho que já nasci assim, nessa ânsia por querer algo que não tenho... na verdade, sem saber o que quero tanto e tendo a certeza por onde ir. Ou não.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

to be or not to be a virgo one

Então, se você não consegue ver uma etiqueta pra fora da blusa e não colocá-la pra dentro rapidamente, mesmo que para isso você precise cortar a conversa da pessoa que possui tal blusa, parabéns! Você é virginiano ou tem ascendente em virgem.

O virginiano é de um modo geral, o mais previsível de todos os signos. Tem certas coisas, certas atitudes, que não tem jeito... é simplesmente um alarme " tan tan tan virgo way of life."

Não dá pra sair do carro andar 10 passos e não voltar pra checar se o alarme foi ativado, mesmo com a certeza que sim, ele foi ativado. É impossível não chegar em casa às 4:00 bêbada e mesmo assim tirar tudo da bolsa, guardar nos seus devidos lugares, arrumar o quarto e só depois ter paz para dormir. Gente, não rola isso de tomar remédio sem ler a bula para ver os efeitos colaterais e a posologia certinho. Amigo, sem chance de verificar se as janelas e portas estão bem trancadas antes de sair de casa e mesmo assim voltar 2 andares após chegar ao carro só para ver mais uma vez se está tudo certo. Com certeza, é preciso que tudo seja dito numa roda de conversa mesmo que o assunto já tenha mudado há 15 min.

Nunca foi dito que Jack Nickolson interpretava um virginiano em Melhor Impossível, mas precisaria? Mônica Geller, do Friends também não escapa.

Enfim, parece que somos insuportáveis né? Sim somos. Mas muito mais pra nós mesmos, pode acreditar. Conviver dentro de um virgo é algo muito exigente, muito não relaxante. Mas apesar de tudo somos boa gente, eu juro. Nos esforçamos para sermos o mais agradáveis possível, mesmo que críticos. Mas sabemos assumir nossos erros justamente por sermos tão duros conosco, logo sempre achamos que erramos em algo e queremos consertar. Somos dedicados a tudo que assumimos, inclusive às pessoas que cativamos. Temos o bom senso, então nunca vamos nos mostrar folgados, pois somos moderados, discretos. Então por favor, não me peça para usar batom vermelho e blusa estampada, porque não vai rolar. E se você usar, não vou sossegar enquanto não fazer você entender que está ridículo.

Não me faça sofrer estacionando o seu carro na vaga que estaciono há 20 anos, de ré, de segunda à sexta das 08:00 às 17:30. Não atrase se marcou comigo às 14:15, pois estarei lá às 14:00. Só faça o que você tem que fazer que está tudo certo.

Talvez o M embutido no símbolo seja um M de "Mantenha a distância"....

Mas prometo que mesmo assim, é legal ter um amigo virginiano, pois seu armário ficará sempre arrumado se depender de nós. E nem cobraremos nada por isso. É legal ter uma filha virginiana pois nunca será preciso pedir para colocar a toalha na corda e a roupa para lavar, pois tudo isso será feito quiçá antes de tomar banho. Será legal ter uma namorada, esposa, etc, virginiana pois tudo será feito com o maior amor e dedicação... brigas serão evitadas a não ser que você cisme de desmoronar nosso castelinho de areia da paixão sem nos avisar antes.

Só não sei até hoje por que " Virgem" para o nome do signo. É tão chato ter que participar do diálogo:

- Você é de que signo
- Virgem.
- Hummmm sei... só se for de signo....

aff!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Numa manhã de outono, ganhei um presente.


O Guardador de Rebanhos, Poema II -
O meu Olhar
Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa (1888-1935)

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


A questão é a gente lembrar disso antes de enlouquecer...
Presente da Thais Tanure, minha amiga de trabalho e de filosofia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma tarde pra vida inteira.




Aí cheguei na rodoviária e comprei passagem pro próximo ônibus. Ele saía daqui 15 minutos, ainda tinha um tempinho pra buscar uma água. O destino era uma cidadezinha no sul de Minas Gerais, 4 horas da Capital Belo Horizonte.

Sentei na janela e coloquei meus fones de ouvido. No mp3 tocava MPB, enquanto meus olhos percorriam as paisagens, as serras, as casinhas no meio do nada. Enquanto isso pensava na minha vida, na profissão que escolhi, na pessoa que eu estava me tornando, nas opiniões que eu tinha sobre questões cotidianas. Era um bom momento para rever meus pensamentos.

Porém foi quando meus olhos se abriram e percebi que já havia chegado no meu destino. Do outro lado da rua já se encontrava um hotel, simples, porém aconchegante. Deixo a mochila no quarto e vou caminhar pela cidade. Como toda cidade do interior tem uma igreja, uma praça, uma rua que vai, uma que vem e alguns butecos. Sigo pela rua principal até cair numa estradinha de terra, na qual resolvo me aventurar a caminhar mais um pouco. Ao andar pela estradinha, encontro no meio do mato uma cerca e uma casinha lá no fundo. Vou até a porta da casinha e bato palmas: " hô de casaaa", grito.

É aí que me surpreendo. A porta se abre e sai de dentro da casa uma senhorinha sem nenhum dente na boca, sorrindo o sorriso mais simples e verdadeiro que eu poderia imaginar, dizendo:
" Minha neta querida! Como você demorou a chegar! Entra, vamos tomar um cafezinho..." Mesa farta com bolo de fubá, queijo, pão caseiro, leite e café fresquinho. A casa era simples, mas muito bonitinha. Várias fotos antigas pelas paredes, um sofá coberto de crochê colorido, um cachorro na porta dormindo. Fogão à lenha e um quartinho com uma cama e um armário. Tudo parecia ser do século retrasado, mas nem por isso estava precário.

Passei uma tarde super agradável, tomando o café da dona Maria e ouvindo suas histórias, afinal não tive coragem de desmentir a história de eu ser sua neta, coitadinha...

Ao chegar no hotel, pergunto ao gerente se ele sabia da tal velhinha. Ele me disse que a velhinha morava sozinha, mas todos os dias algum funcionário do hotel ia vê-la, já que toda a família foi embora e nunca mais ninguém voltou. A Dona Maria vive só desde então, adotando todas as pessoas na cidade como seus netos, filhos, noras, parentes em geral. " Ela sabe que você não era neta dela, mas não se permite viver na solidão. E na verdade, ela é a menos sozinha mesmo, ela tem o mundo inteiro pra ser parente. A gente devia ser assim também né? Agir como se todo mundo fosse parente, o mundo ia ser melhor né? Disse o gerente.

Vó sempre ensina algo que a gente já sabe, no final das contas, mas nunca aprendeu de fato.

post inspirado do blog da Laurinha, minha querida amiga.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Man, I feel like a woman!



A partir de um comentário meu no Facebook, resolvi resenhar mais sobre o assunto: Ser mulher não é tarefa pra homem mesmo, rs.

Olha, vou dizer... A gente desde pequena já é treinada pra cuidar de filho, da casa, e agora com essa moda de " direitos iguais" ainda temos que fazer faculdade e trabalhar.
Ainda teve algum FDP que inventou que mulher tem que andar de salto alto, tem que ser magra, tem que passar maquiagem, tem que ser doce, ser puritana, ser virgem, não ser galinha, não ligar pro cara no dia seguinte, tem que depilar, sempre comprar roupa nova, bla bla bla. E homens, não me venham com esse papo de que " ah, mulher faz isso tudo por que quer..." hãn hãn. Vamos nós agir como os homens, peludos, sem adornos, as mesmas roupas e tal pra ver se vocês vão continuar gostando da gente. Homem gosta de mulher porque, exatamente não somos homens, não agimos como eles, não nos descuidamos como eles e etc.

Se você não podia chegar tarde em casa até completar 21 anos, enquanto seu irmão podia virar a noite desde os 15, agradeça ao seu lindo PAI, que cuidou da princesinha intocável enquanto libertava o Gladiador dele. Se na sua lista de amores não tem mais que 5 nomes, agradeça à sociedade da moral cristã que denomina a mulher que fica com vários homens de piranha, enquanto o homem pegador é muito macho. O adultério masculino é normal né? Afinal, ele é homem...

As mulheres ainda sangram uma vez por mês, durante 7 dias mais ou menos e não morrem ( pasmem!) e sentem dores. Ainda vem a maldita da TPM e abala todas as estruturas psicológicas das nossas cabecinhas. O que era bom, vira ruim, quem te amava, te odeia, o futuro fica incerto, você não sabe se seu curso na faculdade te satisfaz, e ainda tem que lidar com um cabelo que não te gosta e trabalha contra você, tenho certeza.

Ainda tem quando fica grávida, ahh que lindo. O milagre da vida!
ÓTIMO.
Engordamos, vomitamos, ficamos inchadas, não podemos pintar os cabelos, nem fazer progressiva ( ai que medo), chega o dia do parto vem as dores, as infecções, sua feminilidade ( se é que me entendem) nunca mais fica a mesma, você ganha um tamagoshi eterno e que ainda fala "papai" primeiro depois de tudo o que você passou.

E daí pra frente, só piora minha filha. A gravidade age, e pra lutar contra ela muito dinheiro é gasto, academia, botox, silicone, bla bla bla, enquanto teu lindo marido engorda no sofá e tá tudo bem.

As poucas regalias que tínhamos foram jogadas ao fogo junto com os sutiãs das malditas que nos fazem hoje pagar metade das contas, dividir a prestação do apartamento, dirigir horas num trânsito caótico, trabalhar em 2 turnos ( na rua e em casa) e carregarmos pesos. Cavalherismo, ma chèrie, it's GONE!

Minhas opiniões construindo um mero desabafo.
Não tô revoltada nem nada não... só constatando algumas coisas.
Mas ser mulher é legal, Ê.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eu sou volátil.




Eu sou assim.
Gosto de mudar de estilo musical,
Gosto de mudar de estilo de roupa,
Gosto de trocar pertences com os outros.

Como se eu gostasse de experimentar ser um pouco de cada nessa vida.
É que eu gosto de provar novos saberes, novos pontos de vista, novas formas de agir.

O perigo é se perder no meio de tanta gente, dentro de mim mesma. Mas o que não seria a vida senão se perder e se achar dentro da gente?
Qual o pecado em não se ter a mesma cara todos os dias, os mesmos gostos, as mesmas vontades?
Isso não é mudança de caráter, não tem nada a ver com isso.
Isso não é ser falsa.
Isso é ter coragem pra ser eu mesma quantas vezes eu quiser.

Pronto!

domingo, 10 de abril de 2011

Dia lindo...





Quando penso nessas coisas, me sinto bem, me sinto leve...
no que você pensa que te deixa assim?


Caminhada na lagoa vendo o pôr do Sol, pôr do sol em qualquer lugar, dia nublado com cobertor e namorado, sorveteria no verão, pracinha com brisa, brisa na floresta, brisa na serra, brisa no mar.
Comida preferida no prato, dia anterior a uma viagem que quero muito fazer, viajar de carro, de avião, nadar em água clara, música na hora de dormir, ouvir o baixo dele, cheiro de camarão frito, cheiro de batata frita, cheiro de café, abraço amoroso de mãe, abraço carinhoso de irmão, abraço gentil de vó. Familia do RJ toda junta, chegar ao RJ, passear no RJ. Sentir a energia de um grande grupo de pessoas, sentir a energia da grama, da fazenda, do rio. Lavar o cabelo, dançar sem pensar na hora, cantar ( mesmo q minha voz não seja nada bonita), dar aulas e tudo dar certo, expectativa boa. Nascer de uma grande idéia, nascer do sol no sítio, acordar ao lado dele, dormir ao lado dele, fazer qualquer coisa com ele, risadas sem sentido com os raros...

essa lista pode ser beeeeeeem maior que isso. Mas por hora, tá bom.

Tô praticamente voando ao pensar tudo isso.

obs: imagem do Araguaia que não tem nada a ver com o assunto, é só porque eu queria estar lá agora...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Crônica: Se eu tiver apenas um ano a mais de vida...



No Mês de Abril fui a um lançamento de um livro do Rubem Alves no Palácio das Artes - BH e me peguei de veras surpreendida com a pessoa dele. Um senhor engraçado, espirituoso, com sede de vida. Uma verdadeira criança. Fiquei encantada e estava louca para começar a ler o tal livro do lançamento que acabei comprando. Nas primeiras paginas me deparo com uma crônica feita na introdução do livro. Achei sensível compartilhar com vocês. É um pouco grande, mas garanto que a reflexão que provocará dentro de cada um será maior ainda.

Fiz questão de destacar algumas partes. São aquelas que me chamaram mais a atenção. Achei de bom também compartilhar.





(Rubem Alves)

"Faz cinco anos que um grupo de amigos se reúne comigo para ler poesia. Para que ler poesia? Para a gente ficar mais tranquilo e mais bonito. Mas não me entendam mal. Já observaram os urubus - como eles voam em meio à ventania? Eles nem batem as asas. Apenas deixam-se levar, flutuam. Esse jeito de ser chama-se sabedoria. A poesia nos torna mais sábios, retirando-nos do torvelinho agitado com que a confusão da vida nos perturba. Drummond, escrevendo sobre a Cecília Meireles, disse: "Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos. Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito 'uma certa ausência do mundo'? Do mundo como teatro, em que cada espectador se sente impelido a tomar parte frenética no espetáculo, sim; mas não, porém, do mundo das essências, em que a vida é mais intensa porque se desenvolve em um estado puro, sem atritos, liberta das contradições da existência".

Pois é isso que a poesia faz: ela nos convida a andar pelos caminhos da nossa própria verdade, os caminhos onde mora o essencial. Se as pessoas soubessem ler poesia é certo que os terapeutas teriam menos trabalho e talvez suas terapias se transformassem em concertos de poesia!

Pois aconteceu que, numa dessas reuniões, quando líamos trechos da Agenda 2001 - Carpe Diem, encontramos, no dia 2 de fevereiro, essa afirmação de Gandhi: "Eu nunca acreditei que a sobrevivência fosse um valor último. A vida, para ser bela, deve estar cercada de vontade, de bondade e de liberdade. Essas são coisas pelas quais vale a pena morrer." Essas palavras provocaram um silêncio meditativo, até que um dos membros do grupo, que se chama "Canoeiros", sugeriu que fizéssemos um exercício espiritual. Um joguinho de "faz-de-conta". Vamos fazer de conta de sabemos que temos apenas um ano mais de vida. Como é que viveremos, sabendo que o tempo é curto, "tempus fugit"?

A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. D. Juan, o bruxo do livro "Viagem a Ixtlan", advertia o seu discípulo: "Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra". Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma. E se ela pode ser a última batalha, ela deve ser uma batalha que valha a pena. E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas tolas e mesquinha que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta: "O que é o essencial?" Um conhecido meu, místico e teólogo da Igreja Ortodoxa Russa (seu livro - maravilhoso - "Para a vida do mundo", está sendo traduzido e em breve será publicado pela Paulus), ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, chegou à sua esposa e lhe disse: "Inicia-se aqui a liturgia final". E, com isso, começou uma vida nova. As etiquetas sociais não mais faziam sentido. Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática - fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer. Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida: ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

Lembrei-me das palavras de Walt Whitman: "Quem anda duzentos metros sem vontade/ anda seguindo o próprio funeral / vestindo a própria mortalha..." Pensei então nas minhas longas caminhadas pelo meu próprio funeral, fazendo aquilo que não desejo fazer, fazendo porque outros desejam que eu faça. "Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim" - Álvaro de Campos. Sou esse intervalo, esse vazio - de um lado o meu desejo (onde foi que o perdi?); do outro lado o desejo dos outros que esperam coisas de mim. Não, não são os inimigos que me impõem o intervalo. Inimigos - não lhes dou a menor importância. Os desejos que me pegam são os desejos das pessoas que amo - anzóis na carne. Como tenho raiva do Antoine de Saint Exupéri - "tornamo-nos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos..." Mas isso não é terrível? Ser reponsável por tanta gente? Cristo, por amar demais, terminou na cruz. Embora não saibamos, o amor também mata.

Então, abandonar o amor? Não. Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de "abrir mão" - a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.

Aí eu comecei a pensar nas coisas que amo e que abandonei - vejam só: nesse preciso momento me dei conta de que, por causa dessa crônica não liguei a fonte que faz um barulhinho de água e nem pus nenhuma música no meu tocador de CDs, a pressa era demais, a obrigação era mais forte. Tudo bem agora, a fonte faz o seu barulhinho e o Arthur Moreira Lima toca minha sonata favorita de Mozart, em lá maior KV 331 - coisas que amo e abandonei. Eu, mau leitor de poesia! Poesia lida e não vivida! Não levei a sério o dito pelo Fernando Pessoa: "Ai, que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças..."

Sempre fui louco por jardins. Uns acham que eu não acredito em Deus. Como não acreditar em Deus se há jardins? Um jardim é a face visível de Deus. E essa face me basta. Não tenho necessidade de ir olhar atrás das estrelas... Escrevi inúmeros textos sobre jardins. Num jardim estou no paraíso. Mas, que foi que fiz com o meu jardim? Abandonei. A caixa das abelhinhas apodreceu, caiu a tampa e eu não fiz nada. Cresceu o mato eu eu não fiz nada. Da fonte tirei os peixes, coitados... De lugar de prazer, onde se assentar em abençoada vadiação contemplativa, meu jardim virou um lugar de passagem. Abandonei o meu amigo, por causa do dever. Para o inferno com o dever! Vou mesmo é cuidar do meu jardim. Por prazer meu. E pela alegria das minhas netas. Vou reformar a fonte, vou fazer um balanço (que os paulistas insistem em chamar de balança...), vou reformar o gramado, vou refazer a casa das abelhinhas, vou fazer uma cobertura para as orquídeas. E mais, vou fazer uma "casinha de bruxa", cheia de brinquedos, para as minhas netas, a Mariana, a Camila, a Ana Carolina, a Rafaela e a Bruna... Quero brincar com elas. Breve elas terão crescido e não mais terei netas com quem brincar. "Mas o melhor do mundo são as crianças..."

Vou voltar a tocar piano - coisas fáceis: a "Fantasia", de Mozart, a "Träumerai", de Schumann, o Improviso op. 90. n. 4 de Schubert, o prelúdio da "Gota dágua", de Chopin, alguns adágios de sonatas de Beethoven.

Quero ouvir música: aquelas que fazem parte da minha alma. Pois a alma, no seu lugar mais fundo, está cheia de música. E, sem precisar me desculpar pelo meu gosto, digo que amo música erudita. Música erudita é aquela que nos faz comungar com a eternidade. As outras, são bonitas e gostosas - mas são coisa do tempo.

Quero reler livros que já li. Vou relê-los porque é sempre uma alegria caminhar por caminhos conhecidos e esquecidos. É como se fosse pela primeira vez.

Não quero novidades. Não vou comprar apartamentos ou terrenos. Não quero viajar por lugares que desconheço. Eliot: "E ao final de nossas longas explorações chegaremos finalmente ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez..." É isso. Voltar às minhas origens, às coisas de Minas que tanto amo, a cozinha, os jardins de trevo, malva, romãs e manacás, as montanhas, os riachinhos, as caminhadas...

Há coisas que só poderei gozar em solidão. Ninguém é obrigado a gostar das músicas que amo. Entrando nesse mundo, gozarei de abençoada solidão. Lugar bom para se ouvir música assim é guiando o carro, sozinho, sem precisar conversar.

Mas quero meus amigos. Não do jeito do Roberto Carlos, que queria ter um milhão de amigos. Não é possível ter um milhão de amigos. Quero meus poucos amigos. Amigos: pessoas em cuja presença não é preciso falar...

Estou tentando, estou começando. Espero que consiga..."

(Crônica de Rubem Alves no livro "Variações sobre o prazer - Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette")

sexta-feira, 1 de abril de 2011

#100factsaboutme


Então, vou expor aqui 100 fatos sobre mim ( ah vá) sob nenhuma ordem de importância, veracidade ou algo parecido. Simplesmente é a ordem de coisas que aparecem na minha cabeça.
Vi em alguns blogs que eu sigo e achei interessante. Quem me conhece, por favor me diga se cheguei perto da realidade, ok?

allons nous!


1. Meu nome seria Thaís, Adriana, Alessandra, ou Iracema (Deus me livre), mas acabou sendo Renata. Se eu fosse homem, era Joílson ou Jean Carlos. ( Ainda bem que nasci mulher)

2. Quero e vou continuar a ser professora. Tenho orgulho disso e nada de negativo vai me tirar do meu caminho.

3. Não suporto trabalhar em escritório.

4. Odeio computador. Só uso pra internet ou pra fazer trabalhos. Mesmo assim, não consigo ficar por muito tempo.

5. Gosto muito de ler e de comprar livros. Prefiro do que comprar roupas.

6. Tenho irmãos dos casamentos anteriores do meu Pai, mas não gosto que os chamem de meio irmãos.

7. Eles REALMENTE são meus irmãos por inteiro, não me desafie.

8. Tenho os melhores irmãos do mundo. Os mais inteligentes, carinhosos, legais e meus.

9. Tenho as melhores cunhadas do mundo, também. Parece que sempre foram da família, parece que são minhas irmãs também.

10. Acredito em outras vidas, não teria sentido se acabasse aqui.

11. Sou muito tolerante com religiões, respeito todas, mas não queira me vender o "Seu Deus", por favor.

12. Já quis ser evangélica, católica, espírita. Hoje não tenho uma religião definida, mas sigo um apanhado de coisas que julgo serem interessantes para a pessoa que sou hoje.

13. Amo com muita intensidade. Se eu digo que te amo, não estou brincando.

14. Quando digo um " eu te amo", confesso que espero um " eu também."

15. Não quero casar na igreja, com vestido branco, nem quero festa chique de casamento.

16. Não tenho certos sonhos nem atitudezinhas de mulherzinha.

17. Gosto de ter o controle da minha vida. Quando não tenho, fico meio brava.

18. Pra eu brigar com alguém, tem de haver um motivo sério, ou que eu julgue sério.

19. Não gosto muito de café, mas gosto do cheiro.

20. Odeio tomate.

21. Não gosto de discussões que não levam à lugar nenhum.

22. Sou muito eclética musicalmente. Vou do Sertanejo ao Rock.

23. Já fiquei 8h numa fila pra ver o show do Metallica. (\o/)

24. Já fiz coisas que não queria para agradar alguém.

25. Já omiti coisas que queria muito dizer para não desagradar alguém.

26. Já perdi amizades por coisas idiotas, mas já recuperei com um simples "oi".

27. Não gosto de amizades que tratam amigos como namorados. ( deu pra entender?)

28. O que quero dizer é que não gosto de cobranças excessivas em amizades.

29. Na verdade, não gosto de cobranças excessivas.

30. Não gosto que controlem meus horários.

31. ODEIO que falem a mesma coisa comigo mais de 1 vez.

32. Tenho problemas em obedecer ordens.

33. Eu sou extremamente pontual.

34. Não suporto atrasos

35. Sou mega organizada.

36. Já arrumei quarto de amiga por causa disso.

37. Gosto mais de cachorros do que de gatos.

38. Acho que os gatos gostam mais de cachorros do que de mim.

37. Não acho certo passarinhos em gaiola.

38. Quero conhecer vários países.

39. Tenho facilidade em aprender idiomas.

40. Se você prometeu algo pra mim, cumpra.

41. Eu gosto de carinho no cabelo.

42. Tenho muitos amigos, amo todos eles. Mesmo que eu "suma", nunca os esqueço.

43. Tenho saudades de épocas atrás.

44. Não tenho absoluta saudade de algumas coisas e /ou pessoas.

45. Não sou rancorosa. Por isso muitas vezes brigo com você e 10 min depois está tudo bem.

46. Porém, tenho uma ótima memória. Quase nunca falha.

47. Prefiro uma verdade que doa do que uma mentira que conforta.

48. Quando tenho TPM fico muito carente e sensível. Quase nunca brava ou nervosa.

49. Não quero ser Mãe antes dos 30.

50. Adoro números terminados em zero.

51. Adoro crises de riso. Principalmente aquelas que você não sabe o motivo.

52. Incrível como ligo pra certas pessoas, e elas sempre dizem estar pensando em mim na hora que liguei.

53. Não tenho problemas em pedir desculpa. Mesmo se eu estiver certa.

54. Faço tudo pela harmonia no ambiente que me encontro.

55. Não gosto de deboche.

56. Sinto muitas saudades da minha família que está longe de mim.

57. Tenho o namorado mais engraçado do mundo.

58. O mais carinhoso e originalmente romântico também.

59. Não gosto de micaretas nem de locais muito cheios.

60. Tenho medo de altura, jacaré e fogo.

61. Gosto de escrever devaneios sobre a vida.

62. Quero fazer o curso de Letras.

63. Amo a minha faculdade, o meu curso e a minha profissão.

64. Gosto de lidar com pessoas. Apesar de querer matar alguns.

65. Não tenho muita paciência pra trabalhos manuais

66. Não acredito no diabo.

67. Me sinto muito diferente de uns tempos atrás.

68. Gosto muito da pessoa que estou me tornando.

69. Enjoo muito fácil.

70. É porque não gosto de rotina.

71. Mas costumo fazer algumas coisas sempre como estacionar o carro na mesma vaga, sentar na mesma cadeira etc...

72. Quero ter uma rotina de casa muito diferente dos meus pais.

73. Quero ser muito diferente deles. Não concordo com a maioria das coisas que eles fazem.

74. Tenho a melhor mãe do mundo inteiro. Isso é com certeza.

75. Queria ter uma boneca preta quando eu era pequena.

76. Tenho preguiça de algumas pessoas.

77. Me pecado capital com certeza é a preguiça.

78. Gosto de coisas coloridas. Amarelo, vermelho, laranja...

79. Não gostava de verde, hoje lido bem.

80. Adoro comer. Queria gostar menos de porcaria e mais de salada.

81. Falo demais. Gosto muito de conversar.

82. Não gosto nem consigo dormir cedo.

83. Queria ter nascido no interior.

84. Adoro que as pessoas se lembrem de mim. Fico feliz mesmo.

85. Gosto de coisas simples, como olhar o céu à noite, ouvir música no escuro, demonstrações de carinho, uma caminhada de mãos dadas.

86. Não gosto de estar triste. Sou feliz na maior parte do tempo.

87. Geralmente acordo de bom humor.

88. Não gosto e não consigo ser grossa.

89. Rio sozinha só de lembrar algumas situações engraçadas.

90. Me apego facilmente às pessoas e sofro na hora da despedida.

91. Demoro a tomar decisões, mas quando tomo, não volto atrás.

92. Quando tomo antipatia de alguém, dificilmente há volta.

93. Gosto das pessoas de graça.

94. Não vou com a cara de primeira vista de graça também.

95. Gosto de quem gosta de mim.

96. Sempre quero ser agradável. Se não for possível, ignoro a existência.

97. Amo viver.

98. Tenho sempre bom humor.

99. Queria ter uma voz bonita para cantar.

100. Não disse quase nada sobre mim.


Feito!


quarta-feira, 23 de março de 2011

Fragmentos.




Claro que fora de um contexto, talvez esses fragmentos possam parecer um pouco sem sentido. Mas faça um esforço e perceba a sutileza desses ensinamentos contidos em um "simples" livro infantil:

"- Onde estão os homens? - Tornou a perguntar o principezinho - a gente se sente um pouco só no deserto.
- Entre os homens a gente também se sente só - disse a serpente. " pg. 60

"(...) - Onde estão os homens? - perguntou ele educadamente.
A flor um dia vira passar uma caravana:
- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde eles se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam de raízes. "
pg. 62

" Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo." pg. 68

" A linguagem é uma fonte de mal entendidos" pg. 69

" -Só as crianças sabem o que procuram. - disse o principezinho. - Perdem tempo com a boneca de pano e a boneca se torna muito importante, e choram quando ela lhes é tomada.
- Elas são felizes...- disse o manobreiro. " pg. 75

O Pequeno Príncipe. - Antoine de Saint- Exupery
Não. Não me canso de citar esse livro lindo!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fazer Valer à Pena.



Uma coisa que gosto é me sentir no lugar certo, na hora certa, fazendo que deveria fazer.
E foi assim que me senti ao entrar em uma sala de aula em um patamar diferente dessa vez, como professora.
É extremamente gratificante com você mesmo, poder realmente aplicar coisas que aprendeu, viver momentos pelos quais esperou, enfim. É e está sendo maravilhoso.
Me desculpem aqueles que simplesmente exercem uma profissão só pelo retorno financeiro, por obrigação, influência da família, status, ou qualquer outro motivo. Você não vive, meu caro amigo. Ter brilho no olhar ao entrar no seu local de trabalho deveria ser uma reação instantânea para qualquer pessoa, ou não valerá à pena todo o esforço.
Eu posso escolher, não preciso acessar a primeira página que o Google escolheu pra mim ao digitar minha pesquisa. Tenho poder para ir até a página 10 e escolher outra, ora bolas.
Estamos em um planeta de provas e espiações, onde esses pequenos momentos são o combustível que nos impulsiona a continuar buscando, evoluindo, vivendo. São pelas alegrias diárias que vale a pena. Não se furte de vivê-las. Não boicote você mesmo. Tome posse da sua própria vida e faça valer à pena.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DESAFIO DOS BLOGS - Livros

Recebi uma indicação da minha querida cunhadinha e irmã Thaís do blog "Coisas que eu Sei" ou " Amor total" (nunca sei olhar os nomes dos blogs, rs) para participar de uma brincadeira sobre livros.
Nem gosto de ler né... então resolvi participar de fato.
Vamos lá.



1- Um livro que te faz lembrar alguém, e por que?
Hum...Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da Clarice Lispector. Me lembra uma amiga de um amigo meu. O estranho é que eu não a conheço nem nunca a vi pessoalmente. Mas ao ver o orkut dela sem querer uma vez, descobri que ela é bem parecida comigo. Ela faz ou fazia o curso de História da UFRJ (não sei se já formou), gosta do mesmo estilo musical que eu, livros e jeito de escrever também. Não tente me entender, rs.


2- Um livro que gostaria que virasse filme, e porque?
Mais um Drinque, da Kate Kristensen. Além do livro ser muito divertido, queria ver se a personagem principal é do jeito que eu imaginei.


3- Um personagem de livro favorito (pode ser homem ou mulher), e por que?
A Elisabeth Gilbert do Comer, Rezar, Amar. Por ter sido muito corajosa de largar tudo e mudar de vida em busca da sua realização pessoal e paz interior. Além do mais, a história é verdadeira.


4 - Livro que te conforta, e por que?
Alice no País das Maravilhas, já que ao final ela "acorda" e tudo não passava de um "sonho" maluco...ela passou muito aperto, tadinha, rs.

Bom é isso.
Agora eu preciso indicar mais 5 blogs pra essa brincadeira né... então eu escolho:

Pensamentos Avulsos: http://michelecs15.blogspot.com/
Assim disse o Bellonia: http://assimdisseobellonia.blogspot.com/
Nerd Burra: http://nerdburra.blogspot.com/
Nas garras da águia, nas asas da pomba: http://bquel.blogspot.com/
Diariamente: http://oficinadosentir.blogspot.com/

Todos, mesmo que não citados estão convidados a participar.
Espero que gostem!

=)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Da construção do conhecimento como prática cotidiana




Estava eu a estudar pro concurso de professor de História do município de BH quando me deparei com um texto inspirador que me fez pensar em algumas coisas.

Como professora, enfrentarei diversos desafios dentro de sala de aula. Um deles é o de compreender e acolher as diferenças entre os alunos, cada vez mais heterogêneos, sem contudo transformá-las em desigualdades. O contato com o outro e o que isso traz de interessante para a formação da sociedade é um dos objetivos de se estudar história. Cada vez mais estou certa de que estou no lugar certo, pois minha vida inteira foi de conflitos de idéias dentro de mim, conflitos esses que me fazem ser cada dia mais um ser pensante e não simplesmente assimilador de tudo que me é imposto.

É preciso que docentes, não só de história, mas principalmente eles por serem os portadores do dom de discursar, tenham uma ação educativa para a valorização cultural e compreensão de que nem sempre o que sempre foi ensinado é o mais importante. Quero dizer que todo plano de conteúdos e divulgações de "fatos históricos" sempre foi arbitrário, sempre trazendo consigo uma intenção ou uma valorização intencional de o que quer que seja.

Uma das potencialidades do conhecimento histórico é trazer o encontro com o outro, o diferente, o que viveu em outras épocas ou até o próprio contemporâneo, mostrando que todos os seres são sujeitos históricos, inclusive nós mesmos.

Por tudo isso se faz tão necessário a discussão, o diálogo, a análise de semelhanças, diferenças, mudanças e permanências no âmbito temporal, do entendimento dos discursos humanos historicamente construídos para começarmos a vivenciar de fato a cidadania, o ser cidadão. É preciso que esses conceitos sejam cada vez mais introduzidos em sala de aula e não apenas o cumprimento do programa que inclui o trabalho de todas as páginas do livro didático. É preciso dedicar tempo às práticas supracitadas para que preconceitos, atitudes xenófobas e e etnocêntricas fiquem cada vez mais longínquos da realidade, uma vez que é por atitudes como estas que o conflito com o outro e a vontade de eliminar e segregar o diferente está cada vez mais presente, quanto mais são conhecidos mundos diferentes. A marcha deve ser contrária. O debate histórico é fundamental para mudar a realidade e promover a transformação social, pra uns utopia, pra mim exercício.