quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palavras de Deus através dos anjos na Terra.

"Um ciclone atravessou as nossas vidas
De repente tudo fora do lugar
Hoje eu sei, só a mudança é permanente
De repente tudo está no seu lugar"



Engenheiros do Hawai - "Duas Noites no Deserto"


Assim espero.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A única coisa permanente na vida, é a mudança.

Tenho mais 4 noites na minha casa.
Engraçado quando a gente quer muito uma coisa, acaba conseguindo. Mas depois, na eterna insatisfação do ser humano, fica saudosista, achando que era melhor ter quisto outra coisa.
Sempre quis mudar de casa, mudar de cidade, mudar de vida. Sempre me enjoei fácil das coisas e tive essa síndrome de novidade comigo. Agora que finalmente tenho data certa pra me mudar, acho estranho, caminho cabisbaixa pelo jardim que costumava ser minha floresta particular quando eu era pequena. Cada canto foi cuidadosamente planejado e cuidado com carinho e zelo. Cada encontro de família, cada Natal, cada Ano Novo. Lembro até dos cães que já tive, correndo pela grama, enterrando nossas coisas, nos fazendo ficar furiosos. Lembro dos passinhos singelos das crianças que já passaram por aqui, desde meus sobrinhos, até eu mesma. Foi a casa que nasci, cresci e já tive o sonho, inclusive, de me casar. Quem conhece minha casa, sabe que seria perfeitamente possível e seria lindo de morrer.
Minha casa... já não é mais minha.
Uma cena que nem aconteceu não sai da minha cabeça. A cena do portão se fechando e eu olhando pelo retrovisor pela última vez até ela sumir pelo horizonte.
Sei que minha vida só começa e quantas casas mais entrarei e sairei nessa vida?
Mas essa era a casa né?
E eu sou assim mesmo, nostálgica. Nada mais justo pra uma historiadora ( ou aspirante a )

Tenho partes boas nisso tudo. Um quarto novo, do jeito que eu sempre quis...
Móveis novos por toda casa, uma vida inteira pela frente.
Sei que terei muitas alegrias onde quer que eu vá.
Mas essa foi a primeira casinha...já sinto saudades antes mesmo de partir.
A palavra ESTRANHO pode definir o que sinto agora.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Páginas viradas.


Pra mim, não tem nada mais prazeroso do que o cheiro de um livro novo. Do que admirar minha estante repleta de exemplares que conquistei aos poucos. Nada melhor do que arrumá-los, guardá-los, dar carinho a eles e principalmente, lê-los.
Sempre fui assim, desde que descobri que ler é viajar, é pegar emprestado outro corpo, outros corpos, outras almas, outras visões.
Por isso que dedico meu post a eles, minhas paixões, os livros!

"Ó bendito o que semeia livros,
Livros a mão cheia
E manda o povo pensar

O livro, caindo n'alma
É gérmen que faz a palma
É chuva que faz o mar

Vós, que o tempo das idéias
Largo, abris as multidoes
Para o batismo luminoso das grandes revolucoes

Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse “rei dos ventos”
- Ginete dos pensamentos,-
Arauto da grande luz!..."

Castro Alves.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Das boas coisas que não preciso me conter.



Se um dia eu chegar muito estranha, deixe que nosso beijo cale as incertezas... e se mesmo assim ainda estiver um pouco louca, deixa essa noite saber que um dia foi pouco!
Pois pra estar junto, não precisa necessariamente estar perto.
E enquanto você pensa em mim, eu penso em você. É sempre assim.

Ahh, quando penso nos momentos é como se um holograma se fizesse em minha mente, no qual eu posso reviver inclusive sensações. É intensidade que se aprimora com a vontade que não para de crescer.


Barulho bom pra dormir, é o da chuva. Cheiro que instiga, é o da pele, sem perfume, o próprio.
Descobri que os 5 sentidos se tornam mais de mil.

Quem foi que disse que a inspiração só vem com a tristeza? A minha vem de manhã, percorrendo quintais cheios de orvalhos que vimos brotar na madrugada, vem com o cheiro do café fresco na cozinha, veio com uma boa notícia!

Também, pudera. És o mais forte de coração dos que conheço, que faz uma festa de um funeral.
É canção que faz bem a alma, é novidade no envelope...é um não-sei- o-quê que me mata!

Sabe aquele prazer que você tem ao encontrar o banco mais alto do ônibus vazio?
Ou o pudim de leite condensado com a colher pousada sob o prato? Ou o cd mais procurado dos últimos tempos? Nada disso se compara quando seu barco atraca no píer da cidade.
Isso porque a alegria fez da sua alma, morada... e por culpa sua, faz da minha também.

É o que eu sempre digo, tem vez que saudade faz bem!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mas a vida...essa sim é uma caixinha de surpresas...

Eis que num dia, tudo o que é, não é mais.
E então você se levanta e percebe que seus sapatos não são mais os mesmos.
Que suas roupas cabem em uma só mala e que tudo o que você precisa está dentro de você e não no seu desnecessariamente gigante armário.
Vai chegar um dia que aquele que pelo qual você tinha carinho, vai te surpreender de tal forma a te deixar de queixo caído e você há de perceber que esse carinho é melhor do que você poderia imaginar que ele ia ser um dia.
Acontece também de você mudar de ares, de bairro, de vizinhos e descobrir que as pessoas mais importantes estarão perto de você o tempo todo, mesmo que fisicamente não estejam. As conquistas cativadas não se esvaem no horizonte.
Você perceberá a sutil ajuda despretenciosa, virar uma amizade pra uma vida inteira.
Que quando você pensa em uma pessoa com afeto desmedido, ela também pensa em você instantâneamente.
Que o universo te dá o que você dá a ele. É melhor repensar isso.
Que no seu cair sempre pisarão pés inimagináveis, contudo no seu levantar mãos surpreendentes também se estenderão.
Você acordará e verá que sempre algo novo esperará por você. Cabe a você agora, esperar pelo inesperado também.

Tente.