domingo, 25 de julho de 2010

E só.


Era uma vez um arco-íris.
Ele apareceu, como todos os arco-íris, depois de um dia chuvoso.
Engraçado como que todos os ingredientes para a sua aparição sempre estiveram ali, mas a gente não consegue ver antes da hora certa.
Olhava mas via, não enxergava.
Foi então, que como num clique, como um interruptor que se liga, eu vi, ouvi e senti.
Agora já era.
Foi com ele que descobri o pote de ouro da vez.

Dias desiguais, palavras sem "mas".
Calor no frio, vento no quente.
Tanto, tanto tanto...
Ah como poderia acontecer de eu sequestrar esse arco-íris, não pra mantê-lo preso, posto que é livre, mas conservá-lo sem que ele desapareça de vez.
Ah, se ao menos ele soubesse... Se ele pudesse ficar...
O problema em se gostar de algo é querer sempre mais quando querer não é poder.

Então me deixe.

Deixe eu ter o direito de sentir sua ausência, pois ela não é minha.
Deixe eu ter o direito de pensar em você antes de dormir.
Me deixe para eu não te deixar mais.

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