terça-feira, 27 de julho de 2010

Sorte e desejo.


"Será que a sorte virá num realejo?
trazendo o pão da manhã
a faca e o queijo
ou talvez .. um beijo teu
que me empreste a alegria... que me faça juntar
todo resto do dia .. meu café, meu jantar
meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar "

Teatro Mágico

Ahhhh...

domingo, 25 de julho de 2010

E só.


Era uma vez um arco-íris.
Ele apareceu, como todos os arco-íris, depois de um dia chuvoso.
Engraçado como que todos os ingredientes para a sua aparição sempre estiveram ali, mas a gente não consegue ver antes da hora certa.
Olhava mas via, não enxergava.
Foi então, que como num clique, como um interruptor que se liga, eu vi, ouvi e senti.
Agora já era.
Foi com ele que descobri o pote de ouro da vez.

Dias desiguais, palavras sem "mas".
Calor no frio, vento no quente.
Tanto, tanto tanto...
Ah como poderia acontecer de eu sequestrar esse arco-íris, não pra mantê-lo preso, posto que é livre, mas conservá-lo sem que ele desapareça de vez.
Ah, se ao menos ele soubesse... Se ele pudesse ficar...
O problema em se gostar de algo é querer sempre mais quando querer não é poder.

Então me deixe.

Deixe eu ter o direito de sentir sua ausência, pois ela não é minha.
Deixe eu ter o direito de pensar em você antes de dormir.
Me deixe para eu não te deixar mais.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um pedaço.



Gostaria de poder contar que, através da tragédia, descobri algum pricípio absoluto, desconhecido e impactante que pudesse transmitir. Não foi o que aconteceu. Os clichês são todos válidos - o que reamente conta são as pessoas, a vida é preciosa, o materialismo é valorizado demais, as pequenas coisas são as que importam, viva o momento -, e posso repeti-los exaustivamente. Você poderá ouvir, mas não vai conseguir internalizar o que eu disser. A tragédia é pessoal. Ela fica gravada na alma. A gente deixa de ser feliz. Mas se transforma numa pessoa melhor.
Não conte a ninguém - Harlan Coben
Sem mais.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Desapego.




Eu não gosto muito de MPB mas tem uma música da Maria Rita que me faz pensar toda vez que a ouço. http://www.vagalume.com.br/maria-rita/encontros-e-despedidas.html


Sempre imagino como minha vida. Como nossas vidas, eterna estação de trem onde encontramos novas pessoas e nos despedimos de outras. Isso me comove porque, quem me conhece, sabe o quanto sou apegada a pessoas, momentos, lembranças. Claro que devemos pensar que a vida nos reserva milhares de oportunidades e que cada coisa que se perde é uma chance de ganhar algo novo. Mas como estudante de História é demais pra mim pedir que eu me desvencilhe do passado, rs. ( pééééssimo)


Enfim, o que quero dizer é que precisamos nos acostumar, aprender a conviver com as situações de despedida. Precisamos também estar abertos para receber o novo. E nessa história de que se " era feliz sem saber", se é feliz o tempo todo e não nos damos conta disso.

Mas pra mim " lembranças machucam. As boas, mais ainda" (Não Conte a Ninguém - Harlan Coben)

Mas vamos andar pra frente, pois é pra frente que se anda! ;)