terça-feira, 25 de maio de 2010

rien de rien.




mas é como se estivesse certa de que pensar não leva a lugar nenhum mas mesmo assim insiste em matutar as coisas naquela cabecinha de bagre. Ja tinha desistido de imaginar demais, porém quando chegou ao topo da serra, olhou pra baixo e viu o quanto já tinha subido...agora não dá mais pra voltar. Qual é o ponto limite entre encarar e desistir? Qual a validade de se fazer o que quer errado e se fazer o que não quer certo?


Pela frente tinha um desfiladeiro, cheio de verde. O céu estava azul e o sol nascendo. Mais um dia começava então. O cheiro da relva molhada entrava pelas narinas e dava uma sensação de liberdade...de frescor que a fazia não desistir mais. Incrível como há uma grande diferença quando se vive e quando se pensa sobre.


Ah vai. Pode ser mais simples do que isso. São só passos. Um de cada vez, isso é o mais importante.






quarta-feira, 19 de maio de 2010

Alice, o relógio!

Sempre gostei de caminhar, de sentir o vento frio no rosto. De sentar no banco mais alto do ônibus. De comprar besteiras nas lojas de doces. Essas coisas que a gente não planeja muito, mas quando faz é bom e a gente só percebe depois que já fez. É igual sentimento, coisa séria que a gente só percebe depois que não tem volta.

Me lembrei com isso do primeiro menino que gostei na vida. Aquele amor tímido, que só as melhores amigas, aquelas escolhidas a dedo sabiam. Aquele amor da gente saber tudo sobre. Até hoje me lembro do nome completo dele, um nome de 5 sobrenomes, uma dádiva decorar mesmo. Ficava imaginando como seria apresentar para meus pais, o dia do casamento e o nome do nosso cachorro. Claro que ele nunca soube de nada disso, mas eu sim não vou esquecer. Era tão inocente...morri de tanto chorar quando ele mudou de escola e morri de tanta emoção quando, após uma greve mudei para uma escola particular e lá estava ele conversando com os amiguinhos. Gente! Foi como ganhar na loteria, que coisa boa!
Claro que não rolou nada nunca e ele foi só um dos milhares de amores platônicos que a gente coleciona nessa vida.

A gente coleciona muita coisa nessa vida.
Abraços bem dados em pessoas especiais.
Festas surpresas que prepararam pra gente.
Quando a gente passa numa prova disputada, ou quando tira carteira de motorista.
O primeiro beijo, a primeira decepção.
O dia que você achou que ia morrer de tanto chorar e quando vê, já está gargalhando com sua melhor amiga num carro indo pra qualquer lugar.
A dor de perder pessoas queridas. Seja por morte real ou morte no nosso coração.
O primeiro porre escondido da mãe e o primeiro esporro por isso.
...

E assim a gente vai viajando,
cochilando e acordando,
horas ouvindo música, horas trocando a pilha do radinho.
Comprando lembrancinhas nas paradas e guardando dentro da bolsa pra dar pra alguém ou simplesmente pendurar na estante...

Mas já está em cima da hora! Foi então que o ônibus tombou no viaduto e segui o resto da viagem pensando nessas coisas e sentindo saudade do que não foi.




*créditos à Quel querida, que me deu inspiração mesmo sem saber!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dias não iguais


E então é isso.
Que loucura, como a gente é pessimista e otimista ao mesmo tempo! Um dia você acorda achando que a vida acabou, que a felicidade nunca mais existirá e que você é um baita de um perdedor. No outro as esperanças se renovam, você acha que está com tudo e caminha cheio de disposição rumo ao sucesso.
A verdade é que somos seres insatisfeitos por natureza. E não tinha como ser diferente. Uma pessoa sem sonhos, que não tem nada a ser alcançado perde o sentido de viver.
Eu sou do tipo da pessoa que é Drama Queen mesmo. Exagerada, louca. Mas não sou bipolar, mesmo assim. Não saio por aí discontando nas pessoas as minhas dores. Todo mundo sofre. Todo mundo já sofreu e vai sofrer. Ninguém tem nada a ver com a vida ruim de ninguém.
Só sei que estou em uma fase de transição. Não sei de onde pra que lugar, não sei o que fica e o que muda. Só sei que a cada dia mais sinto que as coisas não serão mais como eram antes. Não sei se pra melhor, pra pior, só sei que é pro diferente. A gente tem que ir mudando mesmo, tem que ir adaptando às novas circunstâncias que a vida te apresenta. Ok, então. Bora lá pra ver o que acontece...