quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sem clichê.

E daí que você gosta de filmes de guerra e eu de terror? E o que é que tem que eu goste mais de doces e você de cerveja? Ao menos nunca brigaremos pelo frango, já que eu gosto das coxas e você do peito. Se você ouve Raimundos, eu ouço Marisa Monte. Se você gosta mais de ACDC, eu deliro por Pearl Jam. Você com seu jeito largado, despreocupado vai de encontro com o meu jeito toda certinha e arrumadinha demais. Sua dedicação em salvar a natureza nada tem a ver com a minha paixão pela História, pela caminhada do homem na Terra. Por outro lado, o que me interessa não é que você me complete. Não somos iguais, nem deveríamos ser, de qualquer modo. Não somos sequer parecidos. Contudo, nunca me senti tão leve, tão entregue, tão viva. E, por incrível que pareça, mesmo que a gente não se pareça em quase nada, você me faz sentir eu mesma mais do que nunca. Dono dos olhos verdes mais vivos e mais sinceros que eu já vi. Dono de uma altura que me abraça e me envolve. Dono de cabelos dourados e macios que são bons de acariciar. Dono de mãos firmes e poderosas, capazes de curar uma febre. Dono de palavras doces e delirantes. Dono do meu pensamento, riso, coração. " Mas eu, eu só penso em você... Já não sei mais porque em ti eu consigo encontrar Um caminho, um motivo, um lugar, Pra poder repousar meu amor..." L.H.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estive pensando cá com meus botões...

Quando eu era criança, aprendi com meus pais que coisas boas viriam se eu fosse uma boa menina. Precisava ter boas notas para ter um bom histórico escolar. Precisava de um bom histórico para ser vista como inteligente. Precisava ser vista como inteligente para ter boas oportunidades na vida e assim poder ter ser adulta com dignidade.
Como toda boa menina, ouvi meus pais e passei muito tempo da minha infância e juventude me dedicando a ser uma boa menina. Não tive por isso, muitas partes divertidas em ser jovem. Nunca me meti em confusão. Nunca me machuquei fisicamente. Não tenho muitas histórias interessantes para contar. Sempre tive uma vida comum, sem muita novidade, com muita rotina e totalmente previsível. Só o "final" que não foi tão previsível assim.

Hoje, com 24 anos, quase 25, vejo que a vida não sorri apenas para as " boas meninas". E muitas vezes, a vida sequer sorri para elas. Vejo que várias pessoas têm boas oportunidades e são adultos dignos sem passar metade do tempo que eu passei me dedicando em ser boa o suficiente para receber sempre o " parabéns" dos meus pais, família e demais pessoas que estivessem me observando. Não os culpo, pois eles acharam que estavam fazendo o melhor que podiam por mim. E talvez estivessem fazendo mesmo. Tudo isso serviu ao menos para eu aprender algumas coisas sobre a vida.

A vida não tem uma receita de sucesso. Não quer dizer que se você se dedicou vai colher os frutos disso rápido. Talvez, nem colha os frutos que esperava mesmo, colha outros. Melhores ou piores.
Não quer dizer também que, se você não se comportou tão bem assim, está fadado ao fracasso. Muitas vezes você terá muito mais sorte e receberá muito mais do que quem aparentemente merecia muito mais que você.
Quase sempre, nada é linear. Nada é "normal". A vida não tem um roteiro definido e a meritocracia nem sempre será algo visível aos seus olhos. A meritocracia, na verdade, quase nunca acontecerá de forma esperada.

Falta de justiça? Não, eu não quero falar sobre isso. Não consigo falar sobre justiça sem parecer pessimista e juíza dos atos e vida dos outros nesse tipo de questão. Prefiro pular essa parte.

No fim das contas, tudo isso pode trazer boas surpresas, ou não. Pode ser melhor do que você imagina, ou pode ser um grande fiasco. As coisas podem ou não acontecer para você. Muitas vezes isso não dependerá de como você foi no passado, mas sim de como você encara as coisas no presente. Isso pode soar um pouco pessimista, mas não é a intenção. Muito pelo contrário, é uma tentativa de encarar melhor o que me tem sido apresentado.

Por isso, acredito hoje que não há a necessidade de se preocupar tanto em ser uma "boa menina". Em fazer as coisas como elas supostamente devem ser feitas.
A vida não segue muitas e grandes regras. A vida não segue nada. Muito menos segue o nosso próprio senso de justiça.
Essa é a grande questão.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Faço de suas palavras, as minhas.


Gostaria de compartilhar uma crônica atemporal de Martha Medeiros:

"Na Terra do Se*


Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.
Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.
Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.
Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de seus devotos.
Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor (e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.
Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.
Se fôssemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismos.
Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.
Se todos lessem bons livros.
Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.
Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.
Se mudássemos o foco e concluíssemos que infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.
Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.
Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.
Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.
Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.
Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.
Se."

* Crônica retirada do livro "Feliz por Nada" que reúne várias crônicas da autora publicadas nos jornais Zero Hora e O Globo entre 2008 e 2011.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um chá, por favor.




Adoro o ritual de tomar um chá.
Ferver a água, colocar o saquinho na xícara e soprar... é lindo.
É lindo dizer: "vamos tomar um chá?"
Adoro o cheirinho de qualquer chá.

Às vezes é bom tomar um chá para aquecer o coração e esfriar a cabeça.


Novos/velhos caminhos, nova forma de percorrer. Descobertas e ansiedade.
Mas como "não tá morto quem peleia", (como eu amo essa frase!)vamo que vamo.

"A alma é a coisa que nos pergunta se a alma existe." (Mário Quintana)

domingo, 13 de maio de 2012

Muita Cláudia, para pouco banco.

Olha, estou ficando com preguiça desse país. Ou melhor, estou com preguiça das pessoas dele. Hoje, muita gente que brigou pelo fim da ditadura e com ela, o fim da censura, fica de mimimi com qualquer coisa que possa ser interpretada como politicamente incorreta. Esse é o país da DEMOcracia? Essa é a liberdade de expressão? Que liberdade é essa que tudo o que se fala vira processo, é preconceito, instiga segregação e bla bla bla? Ah nem gente! Sem síndrome de perseguição, vai?! Um grande exemplo disso é o Alexandre Pires ser processado porque se vestiu de gorila. Vem cá, o preconceito está na atitude de quem? Ele mesmo disse que é negro, que aquilo foi uma brincadeira... " Se ele que é negro, não se sentiu depreciado, pra quê processar o cara?? "Ah mas e a depreciação da figura feminina?" Cara, muitas mulheres contribuem com suas atitudes para a depreciação da imagem feminina atual, não precisa de clipe pra isso não. E mais, até parece que esses atoas que encaminharam o processo, nunca viram um filme de sacanagem ou uma revista de mulher pelada. Hipocrisia pouca é bobagem. Estou muito cansada de falso moralismo e falsa liberdade de expressão.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Atitude, Autoconsciência e Autenticidade.





"Em 100 anos, os caixas do supermercado, os pedreiros de uma obra, o cara do telemarketing que te liga na hora do jantar, cada professor que você já teve, todo mundo que já acordou ao seu lado, cada político de cada país, cada ator de cada filme, cada pessoa da sua família, cada pessoa que você ama, VOCÊ... estarão mortos em 100 anos.

A vida é tão especial que só temos um pequeno intervalo para experimentar e aproveitar todos os pequenos momentos que fazem a vida tão doce. E o momento é agora. Os momentos estão em contagem regressiva, e os momentos estão, sempre, sempre e sempre passando. Você nunca será tão jovem, quanto é agora.

É por isso que acredito que se você vive sua vida com uma ótima atitude, escolhendo ir para frente e para frente, mesmo quando a vida te der um golpe, viver com um senso de autoconsciência do mundo ao seu redor, abraçando sua criança interior de 3 anos de idade, desfrutando dessas pequenas alegrias que fazem a vida tão doce e sendo autêntico consigo mesmo, sendo você e estando bem com isso, deixando seu coração levá-lo e colocá-lo em experiências que te satisfazem, então eu acho que você viverá uma vida rica e satisfatória. Acho que você viverá uma vida verdadeiramente admirável."

Nail Pasricha - The 3 A's of Awesome.

http://www.ted.com/talks/neil_pasricha_the_3_a_s_of_awesome.html

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vamos parar de hipocrisia?!




Ah, quer saber?
Todo mundo é preconceituoso.
Todo mundo é egoísta.
Todo mundo é chato.
Todo mundo é exigente.
Todo mundo é tudo aquilo que todos odiamos.

Hora ou outra vamos nos decepcionar com alguém. Hora ou outra, vamos nos decepcionar pelo que somos, pelo que nos tornamos, pelo o que pensamos.

Por que ser humano é ser assim: é ser passível de erros e acertos, é ser parte bom e parte mau. É perecer nessa condição contraditória e mutável.

Agora, o que fazemos com os nossos defeitos, aí sim reside a virtude de cada um.